Otoplastia

HomeOtoplastia
topo-otoplastia-pagina

Indicações

Este procedimento é indicado para a patologia chamada “orelha de abano”, que corresponde a alterações do pavilhão auricular que promovem uma mudança de posição da orelha, fazendo com que a mesma se torne mais visível. Sua causa é genética, com comportamento dominante, sendo assim, é comum observar casos semelhantes na mesma família. O diagnóstico da orelha de abano é clínico e pode ser feito nos primeiros meses de vida.
As principais alterações encontradas são:

– Apagamento do sulco anti – helical;
– Hipertrofia de concha;
– Aumento do ângulo de abertura da orelha;

A idade ideal para se fazer a cirurgia de correção do abano é após 06 anos, pois a orelha já está totalmente formada e já atingiu seu tamanho defintivo.

Técnica

A otoplastia pode ser feita com anestesia geral, local e sedação, já em adultos, a cirurgia pode ser realizada apenas com anestesia local .
A incisão para a cirurgia de correção de orelha de abano é realizada na face posterior da orelha, portanto, a cicatriz fica bem escondida. As primeiras técnicas de otoplastia tentaram apenas retirar pele da face posterior da orelha para que a mesma adquirisse uma posição posterior. Hoje, sabe-se que para a cirurgia ter sucesso, é necessário que se aborde a cartilagem, pois a retirada apenas da pele trará uma grande chance de insucesso.
Na abordagem da cartilagem para o remodelamento pode-se aplicar 3 técnicas:
– Pontos de sutura para o remodelamento da cartilagem: O uso de pontos em locais estratégicos da orelha permite o remodelamento da cartilagem. Os principais tipos de suturas são: Sutura de Mustardè e Sutura de Furnas.
– Raspagem da cartilagem: a cartilagem apresenta uma propriedade conhecida como fenômeno de Gibson, graças a ele, quando a cartilagem da orelha é raspada em uma face, ela tende a ser curvar para a face oposta. Deste modo, o cirurgião consegue remodelar a orelha.
– Ressecção do excesso de cartilagem: Em alguns casos, para o adequado posicionamento da cartilagem é necessária a remoção do excesso de seu excesso.
A técnica utilizada é uma decisão médica, após a avaliação de cada caso em individual. Em alguns casos utiliza-se a associação dessas técnicas.
A cirurgia dura de 90 a 120 minutos, sem contar o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória.

Cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia, é confeccionado um curativo tipo “capacete”, que deve permanecer durante as primeiras  horas. Após a retirada do curativo, é recomendado o uso de uma faixa compressiva por pelo menos 15 dias.
É comum que após o procedimento, as orelhas fiquem inchadas, ou até mesmo edemaciadas. Desse modo, é aconselhável dormir com a cabeceira elevada de 5 a 7 dias, para a redução do inchaço. Deve-se evitar atividade física por um mês, sol, friagem, vento e traumatismos locais por um período de 10 dias, tomar anti-infklamatório e, havendo pontos a serem retirados, o procedimento deve ser feito com 7 dias pós-operatórios. O paciente poderá retornar às atividades escolares ou profissionais de 5 a 7 dias após a cirurgia de correção do abano, porém sem praticar esforços físicos por pelo menos 4 semanas.

Complicações da otoplastia

Apesar de ser um procedimento simples, a otoplastia é uma cirurgia, e portanto é passível de complicações.
a) Hematoma pós operatório: Após a cirurgia pode-se acumular sangue entre a cartilagem e a pele no espaço do descolamento da pele para a moldagem da orelha. Caso ocorra a formação de hematoma, o tratamento é a drenagem e curativo compressivo.
b) Infecção pós operatória: A otoplastia é uma cirurgia considerada limpa, desse modo, a probabilidade de infecção é baixa. A prevenção é feita através de uma técnica cirúrgica adequada.
c) Recidiva da orelha de abano: A cartilagem possui uma “memória” muito forte. Assim, ao longo da vida, existe uma possibilidade da orelha retornar (total ou parcial) a sua posição original. O tratamento é como uma nova cirurgia.

Resultado

A cicatriz desta cirurgia plástica é praticamente invisível, por localizar-se atrás da orelha, no sulco formado por esta e o crânio. Além do mais, como se trata de região de pele muito fina, a própria cicatriz tende a ficar quase imperceptivel. Após 12 semanas, o resultado será definitivo, pois ocorre um edema (inchaço) que demora a desaparecer.